Tudo está sendo feito em grande velocidade, pois o objetivo da Vivo seria vender telefones GSM já neste Natal - principal data comercial do setor, ao lado do Dia das Mães. Os comentários entre os fornecedores são contraditórios em relação ao vago comunicado divulgado pela operadora, que assumiu apenas o estudo da possibilidade de ter uma rede no padrão europeu. No entanto, estão de acordo com Henrique Granadeiro, presidente da Portugal Telecom, primeiro a falar abertamente sobre o tema. Nas curtas declarações que o executivo fez à imprensa portuguesa disse que a idéia era construir a rede até o final deste ano. Apesar de exíguo, os fornecedores consideram que o prazo é suficiente.
Mesmo internamente, a Vivo estaria preparada para acelerar a preparação da rede. Os representantes dos controladores, Portugal Telecom e Telefónica, no conselho de administração da empresa brasileira já receberam o aval de suas matrizes para votarem favoravelmente ao projeto quando o tema for levado ao colegiado. Embora a companhia não confirme, os fornecedores trabalham com um volume de investimento entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões para três anos.
Os contratos foram segmentados em cinco grupos: o core da rede - a menina dos olhos de todas as indústrias, serviços, rádio, transmissão, e aplicações multimídia. Ericsson, Siemens, Nokia, Alcatel e Nortel apresentaram suas propostas. Chamou a atenção o fato de Siemens e Nokia, mesmo após o anúncio da fusão, terem entregue sugestões separadas para os cinco itens do contrato. Segundo fontes desse mercado, a Nokia teria sido agressiva nos preços apresentados, especialmente para o core da rede.
O centro de uma rede de telecomunicações é o contrato mais almejado por um fornecedor pois, normalmente, não é dividido com outras empresas e porque representa a oportunidade de novos negócios, ligados ao aumento de capacidade e à evolução tecnológica. Os demais grupos de contratos podem ser segmentados em três ou até quatro empresas fornecedoras.
A Vivo deve construir sua rede GSM nas faixas que já possui na freqüência de 850 Mhz. Com esta iniciativa, a companhia soluciona boa parte de suas questões. Ainda não terá cobertura nacional própria, mas os usuários do padrão europeu terão roaming digital em Minas Gerais e nos seis Estados nordestinos não atendidos até o momento - enquanto aguarda pela licitação de novo espectro. Além de eliminar esse risco em sua imagem, a operadora evitará que, ao menos nesta base de clientes, haja perdas tão significativas com fraudes como tem ocorrido com o CDMA - em razão da cobertura ser analógica nos Estados em que não opera ainda.
Para facilitar o trabalho dos fornecedores, a empresa prometeu fazer uma limpeza no espectro e o objetivo é também incentivar os cerca de 5 milhões de clientes TDMA a migrarem para o GSM. Dessa forma, a operadora conseguirá, de saída, alguma massa crítica para estrear no novo padrão.
Embora fale em manter as redes CDMA e GSM Edge paralelas, o que se comenta entre os fornecedores é que, no futuro, a companhia gradualmente abandonará o padrão norte-americano. O cuidado com o tema e com a velocidade da mudança deve-se ao tamanho da base de usuários: são 31 milhões de assinantes, dos quais 26 milhões estão no CDMA.
A intenção da operadora é brigar por novas freqüências no leilão de 3G. Os próprios fornecedores já estão buscando apresentar propostas à empresa que estejam o máximo possível preparadas para a evolução para 3ª Geração e, também, para a convergência com a telefonia fixa.
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Será que a vivo vai dar esse tiro no pé? Pois assim só tendo um Motorola Quad band ou um Tri-band americano para testar a vivo GSM.