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Tecnologia GSM dominara celulares
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Tecnologia GSM dominará celulares
Theo Saad
Do Correio Braziliense
24/08/2004
10h22 - O mercado brasileiro de telefonia celular vive uma disputa de tecnologias, e a européia GSM, que chegou ao país apenas em 2002 mas foi adotada pela maioria das operadoras, está quase ultrapassando em número de aparelhos habilitados a norte-americana CDMA, utilizada unicamente pela Vivo, a maior empresa do setor. De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), hoje o padrão norte-americano ainda é líder, com 16,380 milhões de aparelhos (29,65% do mercado nacional), ante 13,450 milhões do europeu (24,35%).
Especialistas em telefonia calculam que a inversão acontecerá até o final deste ano ou, no mais tardar, no início de 2005. Fontes do setor creditam a arrancada do padrão GSM a diversos fatores. O primeiro é que ele foi a opção da maioria das empresas. Claro, TIM, Oi, Telemig Celular e Brasil Telecom escolheram essa tecnologia. Os novos celulares e também parte dos que adotavam o padrão TDMA (ainda o mais utilizado, com 24,948 milhões de aparelhos, mas já obsoleto e sem novos investimentos) passaram a ser GSM.
‘‘Escolheram o GSM porque é o mais difundido em todo o mundo, com mais de 80% dos celulares, e por isso é mais barato, devido aos ganhos de escala’’, explicou o jornalista especializado em tecnologia da informação Ethevaldo Siqueira. Isso ocorre porque os fornecedores das operadoras (Nokia, Erickson, Motorola, Alcatel, Siemens e Samsumg, entre outras) são mundiais e fazer um mesmo produto para muitos países sai mais em conta do que produzir tecnologias diferentes. Também ajudou na escolha o fato de o padrão GSM ser aberto (leia-se gratuito), enquanto a Qualcomm cobra royalties pelo uso do CDMA.
Porém, para o consumidor final, não existem tantas diferenças entre uma tecnologia e outra. Os dois padrões têm qualidade parecida na transmissão de voz, o recurso mais utilizado pelos 55,245 milhões de donos de celulares no Brasil. ‘‘Escolhi meu celular pelo preço. E só uso mesmo para falar, não mando mensagens nem tiro foto’’, contou a artista plástica Andréia Lagoeiro.
Transmissão
O preço final não difere tanto, porque as operadoras subsidiam o aparelho ao comprador. Porém, como mais empresas fabricam o GSM, os aparelhos mais completos dessa tecnologia podem ser ligeiramente mais baratos. A CDMA ainda tem mais capacidade de transmissão de dados (acesso à internet, envio de mensagens e fotos), mas a nova safra de aparelhos GSM, que chega às prateleiras até o final do ano, promete diminuir essa diferença.
O roaming (serviço usado quando o celular está fora da área inicial de cobertura) também deve ser analisado. O GSM tem cobertura em todas as capitais do país, enquanto o CDMA só na área de concessão da Vivo (só não está em Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí). ‘‘O GSM tem roaming internacional em todos os continentes, inclusive na Europa inteira’’, lembrou Felix de Moura Júnior, diretor territorial da TIM no Centro-Oeste.
Uma desvantagem do GSM é que a terceira geração de celulares (a atual é considerada a 2,5) por enquanto só existe em dois padrões: o CDMA e o japonês, não utilizado no Brasil. Mas os defensores do GSM acreditam que até a nova geração começar a se difundir no Brasil, daqui a quatro, cinco anos, os europeus terão desenvolvido a terceira geração GSM. ‘‘Por quê é que as grandes empresas do setor vão abandonar o padrão mais disseminado para começar a investir em outra tecnologia’’, questionou o diretor regional do Centro-Oeste da Claro, Eduardo Lubisco.
O avanço
Entenda cada tecnologia
AMPS: padrão analógico, primeira tecnologia no país (geração 1) e quase abandonada
TDMA: tecnologia mais disseminada, porém ultrapassada. Está sendo trocada por GSM e CDMA
CDMA: padrão norte-americano desenvolvido pela Qualcomm, da geração 2,5. É utilizado pela Vivo
GSM: padrão europeu, também da geração 2,5, é utilizado pelas demais operadoras
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