Presidente da TIM: 3G em 850MHZ não é tapa-buracos
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O GLOBO - 16/04/2008
Presidente da TIM: 3G em 850MHZ não é tapa-buracos
Meus amigos, conversei agora mesmo com o Mario Cesar Pereira de Araújo, presidente da TIM, sobre o lançamento da rede 3G da operadora. Como disse no post anterior, a operadora anunciou a exploração da freqüência de 850MHz, que já possuía, para a oferta de serviços de terceira geração, como acesso a banda larga móvel, vídeo chamada, serviços de vídeo e TV pelo celular e muitas outras aplicações que ganham vida a partir de redes mais velozes.
A operadora, no entanto, esperava lançar, ao mesmo tempo, sua rede em freqüência 2.1GHz, leiloada pela Anatel especialmente para ser usada em serviços 3G. Segundo Mario Cesar, a operadora já tinha marcado o lançamento de seus serviços 3G nas duas freqüências (850MHz e 2.1GHz) para o dia 16 de abril (ou seja, hoje) antes mesmo da data prevista pela Anatel para assinatura dos contratos do 3G adquiridos no leilão. A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, frustrou os planos da operadora, que já havia mandado inclusive convites e comunicados a fornecedores sobre o evento.
Assim, a operadora manteve a data, ou seja, lançou sua rede 3G hoje, mas perderá o prazo para a chegada do 3G no Rio e em São Paulo, onde ela não pode atuar em 850MHz (apenas em 2.1GHz), antes do Dia das Mães, a segunda data mais importante do ano para este mercado.
Indagado se o lançamento da rede 850MHz não seria uma espécie de "tapa-buracos" para não ficar muito atrás da concorrência, Mario Cesar disse que o cliente não precisa (nem deseja) saber que freqüência está sendo usada na prestação do serviço.
- O cliente não quer saber a freqüência. Não existe tapa-buraco porque a tecnologia é a mesma (HSDPA, 3G). O que o cliente precisa saber é o que vamos oferecer a ele, o que vai melhorar para ele. Não queremos mostrar o lançamento do 3G mas sim a chegada de novos aplicativos. Por isso, buscamos os melhores parceiros na área de TV, vídeo, internet, dentre outros. Não adianta oferecer banda larga se o cliente não vai saber o que fazer com ela. O que interessa são os serviços.
Mario Cesar falou também sobre os problemas enfrentados pela concorrência (nota da redação: aqui, falamos da Claro) quanto à qualidade dos serviços 3G já oferecidos aos clientes. Perguntando se ele tem medo de a TIM passar pelos mesmos problemas, Mario Cesar disse que é preciso ter em mente que quando se adquire um plano de banda larga fixa, a velocidade "vendida" pela operadora é sempre a máxima e que a velocidade real vai depender da quantidade de clientes; quanto maior este número, mais devagar será a conexão, já que ela é compartilhada. Mas que na banda larga móvel, citando diretamente o HSDPA, a velocidade que se pode alcançar é até de 7.2mbps, sendo que pesquisas da Ericsson (fornecedora oficial de HSDPA) indicam que as placas alcançam em média 2mbps, nunca menos que isso.
- As limitações ocorrem em todo processo de construção de novas redes. Isso faz parte da tecnologia, tanto fixa quanto móvel - completou o presidente da TIM.
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