Vivo lança rede de telefonia celular com tecnologia GSM
Agência Estado
09:19 30/11
A Vivo já colocou no ar a sua rede com tecnologia GSM em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde realiza testes. O presidente da Vivo, Roberto Lima, preferiu não comentar ontem o projeto, limitando-se a garantir que o cronograma está sendo cumprido. A expectativa é que a operadora inicie as vendas de terminais pré-pagos do seu novo padrão tecnológico até a campanha de Natal deste ano. Já os planos pós-pagos deverão ser oferecidos apenas entre fevereiro e março. A operadora investe R$ 1,080 bilhão para construir a rede GSM, que operará em paralelo à sua atual CDMA.
Enquanto prepara o lançamento do GSM, a Vivo também trabalha em um novo posicionamento de mercado, diante da possível compra da TIM Brasil pela Claro. A companhia, historicamente líder do setor, perderia o topo do ranking para a operadora resultante da união entre mexicanos e italianos.
A Vivo atualmente lidera o setor, com uma participação de 29,8%. Mas, se a TIM for comprada pela Claro, a Vivo terá de concorrer com uma gigante cuja fatia de mercado beirará os 50%. Desde sua chegada, Lima tem procurado sanar os problemas urgentes e que prejudicaram a imagem da operadora - como necessidade de expansão da capacidade da rede, integração de sistemas e controle de fraudes e clonagens.
A empresa perdeu quase seis pontos de participação de mercado somente neste ano - saiu de 35,5% em dezembro de 2005 para 29,8%, no final de outubro. Agora, vem atuando na linha de frente para captação e retenção de clientes. Os esforços internos, além da construção da rede GSM, estão direcionados para os novos planos de assinatura, que substituíram o portfólio anterior, e atendimento ao cliente. "Não adianta falarmos um monte de tecnologia se não oferecemos o básico, como um atendimento de qualidade."
Lima preferiu não mostrar qual será sua estratégia diante do novo cenário, mas deu a pista. "Uma empresa com 50 milhões de assinantes terá um churn (taxa de desconexão de clientes) enorme. E para qual operadora esses consumidores irão? Certamente, vão ter de migrar para alguma empresa", disse, com ar risonho diante da óbvia resposta. A Vivo será o único competidor de porte nacional para a operadora resultante da união entre TIM e Claro.
Agressividade
O presidente da Vivo acredita que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) podem colocar restrições no negócio da Claro e TIM, caso se concretize, em função do elevado nível de concentração. Porém, mostrou-se satisfeito com a expectativa de redução na agressividade comercial que hoje pressiona a rentabilidade do setor.
A Vivo prepara um novo posicionamento de marketing institucional, de acordo com Lima. Há aproximadamente três meses, a companhia e as agências de publicidade que a atendem estudam o tema em profundidade. A operadora vem passando por diversas mudanças e outras novidades ainda ocorrerão, como o lançamento do serviço no padrão tecnológico GSM e a esperada cobertura nacional - após a compra de licenças para Minas Gerais e os seis Estados nordestinos nos quais ainda não atua.
A operadora estima em R$ 700 milhões o investimento necessário para a construção de sua rede nesses Estados, com tecnologias GSM e CDMA. A empresa aguarda a licitação de faixas da freqüência de 1,9 GHz, necessárias para isso. Na terça-feira, o superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, disse que o edital dessa concorrência deverá ser divulgado em janeiro, com a abertura das propostas concluída em março. As informações são de O Estado de S.Paulo.
Fonte
http://ultimosegundo.ig.com.br/mater.../2609786_1.xml